Como o aroma das rosas
minhas mãos se assemelham,
da rosa murcha á mais formosa
entre jardins se espelham.
Ornando o papel
entre a vida e a morte,
flor pura e fiel
descreve minha sorte.
Pintadas em alvoradas
dançam as flores,
de uma vida aviltada
traz a poesia ébria de cores.
Meus dedos são as pétalas
a caneta o caule, sem espinhos,
lançam perfume de poetas
embriagados de vinhos.
Entre poesias e flores
o sonho se renova,
misturando odores
trazendo boas novas.
Meus dedos buscam a harmonia
em dias perdidos e bailados,
a poesia se principia
cheia de lágrimas enamoradas!
Vagarosa e singela,
como relâmpago a luz transparece.
A poesia nua e bela
na mente aparece.
Esse eco de trovão
torna a poesia esculpida
de funda e devorada solidão,
que entre flores mortas, suspira!


